Ordem elogia abertura de concurso para 40 nutricionistas mas pede reforço2018-11-22T17:40:58+00:00

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Ordem elogia abertura de concurso para 40 nutricionistas mas pede reforço

3 Outubro, 2018

A Ordem dos Nutricionistas congratula-se pela abertura do concurso para a contratação de 40 nutricionistas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), profissionais que serão integrados nos Cuidados de Saúde Primários.

"Até ao momento apenas trabalham nos centros de saúde cerca de 100 nutricionistas, pelo que as novas contratações farão a diferença não só na prevenção da doença, como também na promoção da saúde", afirma Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

A contratação de 40 novos nutricionistas estava inscrita no Orçamento de Estado para 2018 e, até ao momento, o SNS tem cerca de 400 nutricionistas.

Nos Cuidados de Saúde Primários cada nutricionista tem a seu cargo 86 mil utentes, sendo que o rácio proposto pela Ordem é de 20 mil utentes por nutricionista. Já́ nos Cuidados de Saúde Hospitalares, cada profissional é responsável por 97 camas, sendo que o rácio proposto é de, no máximo, 75 camas por nutricionista.

Para a Ordem dos Nutricionistas, este é um "pequeno passo, que fará a diferença", no entanto relembra que, ainda assim, no SNS só existe 1/3 dos profissionais necessários para cobrir as necessidades da população.

"O aumento de 40% dos nutricionistas nos cuidados de saúde primários é uma medida muito importante. Mas continua a ser um número aquém das necessidades. Deveremos continuar a olhar para a alimentação como uma importante arma na promoção da saúde dos portugueses", refere Alexandra Bento.

Por isso, a Ordem dos Nutricionistas espera que no próximo Orçamento de Estado "haja mais arrojo e que o Governo assuma uma maior aposta na promoção da saúde através da alimentação, algo que só́ se consegue com o reforço dos profissionais de saúde e com políticas interministeriais."

Recorde-se que, em Portugal, a prevalência de doenças crónicas associadas a desequilíbrios nutricionais, quer por excesso, quer por défice, assumem níveis preocupantes. Segundo a Direção Geral da Saúde, metade das causas de doença e de morte no país têm relação direta com a alimentação.