Assessoria de Imprensa: Nem tudo o que se escreve…comunica
Na assessoria de imprensa não é a quantidade de palavras que define uma boa comunicação, mas sim as palavras que escolhemos para a mensagem que pretendemos transmitir.
Num contexto em que todos comunicam, todos escrevem e todos querem ser notícia, o destaque começa num detalhe muitas vezes esquecido: a escolha e a forma como usamos e encaixamos as palavras.
Com esta ideia, partilhamos algumas recomendações e características a ter em conta na assessoria de imprensa.
O ponto de partida de qualquer mensagem
Antes de qualquer press release ganhar forma, há uma decisão que precisa de ser tomada: o que queremos transmitir?
Se a resposta não for clara, dificilmente o texto o será. É aqui que saber escolher as palavras adequadas entra, não como detalhe, mas como a base da construção da narrativa. Esta escolha é o ponto de partida do nosso discurso, que evita o tão conhecido “ruído” e que garante que a mensagem não se perde pelo caminho. No fundo, são o nosso fio condutor: o que queremos dizer até à forma como isso vai ser percebido.
O peso (real) das palavras
Nenhuma palavra é inocente. Até mesmo a ausência delas tem um significado e, muitas vezes, uma consequência. Há palavras que aproximam, outras que distanciam. Umas que simplificam e outras que tornam tudo mais denso. E há, também, as que já foram tão usadas, que chegamos ao ponto de ficar dormentes de tanto as ver. Essas perderam a capacidade de dizer alguma coisa.
“Inovador”. “Transformador”. “Único”. São tantas mais.
É o famoso “fala tanto, mas não diz nada!” Neste caso, soam bem, porém pouco ou nada transmitem, não acrescentam valor. Mais uma vez, são ruído.
Mas, porquê que as continuamos a ver tão frequentemente? Porque são fáceis. São palavras confortáveis que encaixam em qualquer discurso e, é por isto, que muitos caem no erro de voltar a soar igual aos outros. Escolher bem as palavras é um exercício que exige tempo e esforço, porque não basta, nem queremos, que apenas soem certas. Têm de o “ser”.
Entre a mensagem da marca e o interesse dos media
Um dos maiores desafios da assessoria de imprensa é comunicar o que a marca quer dizer, mas sem esquecer o que os media querem “ouvir”. E a verdade é que isto nem sempre significa o mesmo, uma vez que uma boa escolha de palavras funciona como ponto de encontro entre a comunicação institucional e a editorial, de maneira a ajudar a transformar aquilo que são as mensagens internas em conteúdo percebido como relevante pelo público externo.
Clareza não é opcional, é obrigatória!
Na comunicação não deve haver margem para confusão. É essencial entender que ser compreendido é tão ou mais importante que ser diferente, e que palavras demasiado complexas afastam, assim como as demasiado genéricas diluem.
O desafio está em definir um equilíbrio numa balança com três pesos: clareza, relevância e distinção. É verdade, não é um exercício imediato, muito menos automático, mas é, inevitavelmente, parte de um processo que precisamos de elaborar para que possamos fazer a diferença na nossa comunicação.
Consistência: repetir…sem repetir
Por fim, é ainda importante salientar que, ao contrário do que muitos pensam, comunicar bem não significa dizer algo novo a cada momento. Podemos e devemos sim repetir. Afinal, é através da repetição que, em muitos casos, as mensagens ficam na mente e as ideias ocupam espaço.
Isto é, dizer o mesmo de formas diferentes não é, de todo, redundância. Ser consistente e repetir, sem repetir propriamente, é ter a certeza de que, num meio com tantas vozes onde raramente a diferença está no tema, uma mensagem seja reconhecida e lembrada.
Ao final do dia, assessoria de imprensa é sobre precisão e é nessa característica que a MEDIA TAILORS se apoia e se especializa. Para nós, comunicar bem é escolher e envolver melhor.E isso começa, quase sempre, pelas palavras certas.