O falso critério na escolha de influencers
Hoje, vivemos de números. E na gestão de influencers, é fácil cair na tentação dos números. O crescimento de seguidores, o volume de interações, alcance potencial, e muitas mais variáveis acabam, muitas vezes, por serem os principais critérios de decisão.
Tudo é mensurável, porém escolher um influencer não pode ser apenas uma questão de métricas, porque, no final, o que está em causa não é apenas visibilidade, mas também a forma como uma marca é representada, sabendo nós que nem tudo o que tem alcance faz sentido para comunicar.
Além dos números
Todos sabemos que números são importantes. Facilitam a análise, sustentam decisões, permitem-nos ter uma perceção imediata de desempenho… No entanto, estes números também podem enganar ou originar algumas falsas perceções.
Isto é, um perfil com uma audiência significativa pode não ter qualquer ligação com a marca, nem partilhar os mesmos valores ou linguagem. E, quando esse traço comum não existe, a comunicação deixa de ter impacto.
Escolher um influencer apenas com base em números é ignorar tudo aquilo que não é visível à primeira vista e que, na maioria das vezes, faz toda a diferença!
Representar não é aparecer
Trabalhar com influencers implica, inevitavelmente, escolher quem vai dar rosto e voz à marca. Ou seja, a questão não deve ser apenas “quantas pessoas alcança?”, mas sobretudo “esta pessoa representa aquilo que a marca é?”.
E, esta representação não se forma apenas no conteúdo patrocinado, como também está presente no tipo de mensagens que o influencer partilha diariamente, na forma como comunica, no que decide mostrar ao público.
É precisamente esta consistência que nos permite obter a tão falada credibilidade.
Afinidade não se mede em métricas
Há dimensões da comunicação que não cabem em números. A relação com a comunidade, o nível de envolvimento, a confiança ao longo do tempo são fatores que não se refletem apenas nas visualizações, likes, comentários ou partilhas.
A verdade é que uma audiência pode ser rica em número e pobre em relação. Da mesma forma que os altos níveis de interação não significam, necessariamente, influência. Ou seja, o impacto real e relevante está na capacidade de gerar identificação de qualidade que não se mede apenas através de dashboards.
O conteúdo revela mais do que pensa!
Antes de estabelecer qualquer parceria, é preciso dar um passo fundamental: observar. Analisar o tipo de conteúdo que o influencer partilha, como comunica, a relação que mantém com a audiência e que faz com que seja percetível se existe coerência entre o perfil e a marca, e onde se vai poder identificar se a integração será natural ou se, pelo contrário, parecerá forçada.
Porque, o certo é que, por muito bons atores que alguns possam ser, na gestão de influencers é extremamente essencial que a mensagem não pareça imposta, e qual melhor especialista em detetar “falsidades” senão o público externo?
Entre visibilidade e credibilidade
Tal como explicado anteriormente, é muito comum procurar alcance. No entanto, e como já entendemos, o alcance não nos leva assim tão longe quanto o expectável, já que chegar a mais pessoas também não significa comunicar melhor.
Por outras palavras, a credibilidade deve fazer parte de todas as etapas deste processo. Caso contrário, a mensagem pode até chegar longe, mas dificilmente será relevante para quem a recebe.
Posto isto, escolher um influencer não é o mesmo que escolher um número. Na MEDIA TAILORS ajudamos a definir a figura que vai representar a sua marca, e a forma como essa representação será feita e percecionada pelo público.